
A pedido de um dos professores que participa na hora da Esperança, todas as quintas-feiras das 13h às 14h, agora na Sala 4 da ESE do IPS, lemos a carta do Santo Padre aos sacerdotes e consciencializamos o porquê de um ano com esta temática.
«Fidelidade de Cristo Fidelidade do Sacerdote» é o lema para o Ano Sacerdotal que teve inicio no passado dia 19 de Junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e que terminará na mesma solenidade do próximo ano, a 11 de Junho com uma jornada mundial de sacerdotes em Roma. «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus»: costumava dizer S. João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, que até agora era o padroeiro de todos os párocos e que passa a sê-lo de todos os padres. Deus promete ao seu povo que jamais o deixará privado de pastores: «Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração» (Jer.3,15). Todo o Povo de Deus é chamado de forma especial durante este ano a dar graças ao Senhor pelos seus pastores, a fazer festa por tão grande dom, da presença de Jesus o Bom Pastor (Jo.10,11) em cada um dos sacerdotes a quem Ele confiou o ministério de apascentar o rebanho de Deus (Jo.21,15; 1Ped.5,2). «Seja, ao mesmo tempo, um ano de celebrações religiosas e públicas, que levem o povo, as comunidades católicas locais, a rezar, a meditar, a festejar e a prestar uma justa homenagem a seus sacerdotes» aponta a Congregação para o Clero como um dos objectivos deste ano. Não é por acaso que a primeira atitude apontada é a oração, somos chamados a rezar pelos nossos padres, para que sejam santos, para que o seu amor e amizade com Cristo perdure no tempo, e a isto se chama fidelidade. É necessário pedir a Jesus a fidelidade corajosa dos sacerdotes, não obstante dificuldades e incompreensões, para que continuem fiéis à sua vocação: a de «amigos de Cristo», por Ele de modo particular chamados, escolhidos e enviados. Revesti de justiça os Vossos sacerdotes e o Vosso Povo exultará de alegria. O sacerdócio ministerial está ao serviço do sacerdócio comum dos fiéis, o padre não é padre para si, afirmava o Cura d`Ars: «É o sacerdote quem continua a obra da Ressurreição na terra.Quando vêem o sacerdote, pensem em Nosso Senhor Jesus Cristo. O sacerdote não é sacerdote para si mesmo, mas por vocês.» Este ano é um período de intenso aprofundamento da identidade sacerdotal, da teologia do sacerdócio católico e do sentido extraordinário da vocação e da missão dos sacerdotes na Igreja e na sociedade. Outro dos objectivos apontados para este ano sacerdotal é que ele possa contribuir para «fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo» O Padre antes de mais é homem da Eucaristia, do Sacramento da Reconciliação, da vida dialogante e intima com Cristo, que ajuda cada pessoa a procurar, encontrar e amar a Cristo no concreto da sua vida. A crise do olhar sobre o sacerdócio consubstancia sempre uma crise de fé, aceitar Cristo é necessariamente aceitar aqueles que Ele envia através da Sua Igreja. Se na realidade o agir do Padre não nasce na ordem do subjectivo, mas na comunhão da Igreja, pelo Sacramento da Ordem, na fidelidade ao Magistério, também a obediência requerida a cada fiel não há-de ser da ordem do subjectivo.
Mãe de Cristo, ao Messias Sacerdote destes o corpo de carne, para a unção do Espírito Santo e salvação dos pobres e contritos de coração: Guardai no vosso Coração e na Igreja os sacerdotes, ó Mãe do Salvador. A fidelidade do sacerdote tem a sua fonte na fidelidade de Cristo.
Pe. Marco Luis